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Neurorradiologia

Neurorradiologia intervencionista ou terapêutica


São profissionais médicos que utilizam tecnologia de ponta para guiar procedimentos minimamente invasivos.

Com o apoio de exames de raio X, ultrassonografia ou tomografia computadorizada, a neurorradiologia intervencionista trata diversas patologias da cabeça, pescoço e do sistema nervoso.

Ela representa um grande avanço, pois reduz a necessidade de cirurgias em áreas delicadas do corpo, diminuindo riscos e também o tempo de recuperação do paciente.

Assim como na radiologia intervencionista, grande parte das práticas da neurorradiologia terapêutica são técnicas para o tratamento de doenças vasculares.

Objetivos da Neurorradiologia intervencionista ou terapêutica

O principal objetivo desse campo é promover o tratamento de patologias de forma mais ágil, segura e menos incômoda para o paciente.

Os resultados obtidos com esse tipo de tratamento costumam ser melhores quando comparados aos das cirurgias convencionais.

Afinal, as cirurgias envolvem riscos de infecção, complicações devido ao uso de anestesia, são dolorosas e demoradas.

Já a maioria dos procedimentos menos invasivos não precisam de anestesia ou internação.

Quais são os principais tipos de exames diagnósticos realizados?

As arteriografias ou angiografias e coletas venosas seletivas são alguns exames diagnósticos realizados na neurorradiologia intervencionista.

Coletas venosas seletivas podem ser direcionadas a hormônios ou veias localizadas em regiões específicas do crânio.

Em geral, são feitas através de cateterismo – inserção de um tubo fino, flexível e de pequeno calibre (cateter) na veia.

Já a arteriografia ou angiografia usa um cateter e contraste para mostrar a parede de artérias, revelando problemas como malformações e embolias, esse um tipo de obstrução nos vasos sanguíneos, provocadas por um êmbolo (corpo estranho) que é deslocado pela corrente sanguínea.

A arteriografia pode ser tanto eletiva quanto de urgência, dependendo da suspeita clínica.

Durante o teste, o cateter é introduzido em uma artéria e conduzido, com a ajuda das imagens geradas por fluoroscopia, até o local a ser examinado.

Por meio de raios x, a fluoroscopia fornece imagens dinâmicas, em tempo real, de partes internas do organismo, que podem ser visualizadas em um monitor.

Quando o cateter está posicionado no lugar desejado, o médico injeta contraste na artéria do paciente, a fim de obter imagens claras dos vasos sanguíneos.

Por fim, são feitos filmes com as imagens mostradas, permitindo o estudo da circulação do sangue.

Quais são as principais doenças tratadas pelo neurorradiologista intervencionista?

Vimos, acima, que algumas doenças do sistema nervoso, cabeça e pescoço podem ser tratadas a partir de procedimentos pouco invasivos.

Acidente vascular cerebral (AVC), estenose dos vasos pré-cerebrais, malformações e fístulas arteriovenosas medulares e cerebrais são as principais patologias tratadas.

Acidente vascular cerebral (AVC):

O AVC é causado pela interrupção da circulação sanguínea no cérebro, provocada por trombos (corpos estranhos que se deslocam até os vasos sanguíneos na região).

Atualmente, existem procedimentos conduzidos pelo neurorradiologista intervencionista para combater o AVC.

Chamados de trombólise intra-arterial, eles são capazes de dissolver ou retirar o trombo, liberando a circulação do sangue e reduzindo os danos ao cérebro.

Outro procedimento dessa disciplina, a angioplastia, é usado para tratar estenose dos vasos pré-cerebrais (artérias carótidas e vertebrais).

Estenose dos vasos pré-cerebrais (carótidas e vertebrais):

Estenose é o estreitamento anormal dos vasos sanguíneos, causado por obstruções conhecidas como aterosclerose, um desgaste da parede das artérias com depósito de gordura que, aos poucos, vai reduzindo o espaço para a passagem do sangue.

Feita com um cateter balão, a angioplastia serve para desobstruir as artérias.

Após esse procedimento, é implantada uma prótese (stent) para manter os vasos sanguíneos abertos.

Malformações e fístulas arteriovenosas medulares e cerebrais:

Malformações e fístulas nas artérias ou veias medulares e cerebrais também podem ser tratadas com um procedimento pouco invasivo: a embolização.

A embolização consiste no preenchimento de espaços nos vasos sanguíneos.

No caso de um aneurisma, por exemplo, essa técnica pode impedir que ele se rompa, preenchendo seu interior e colaborando para a circulação normal do sangue.

A embolização também é útil no combate a tumores benignos e câncer, pois proporciona a interrupção no fornecimento de sangue necessário para que o tumor se mantenha e cresça.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular, pacientes com grandes tumores no fígado, rins, pulmões ou ossos podem se beneficiar desse tratamento.

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